Olfato e paladar são funções sensoriais importantes para questões básicas como nutrição e reconhecimento de perigo, além de questões que determinam a forma como percebemos o mundo, nas nossas relações interpessoais, nas emoções e em como construímos as nossas memórias.
A pandemia do novo Corona vírus SARS-CoV2 trouxe à tona discursões sobre a importância do olfato na saúde física e emocional do homem, visto que um dos sintomas causados pela doença é a perda/alteração parcial ou total do olfato e paladar.
Apesar desse tema ter ocupado espaço maior nas mídias, revistas e jornais nos últimos anos, os distúrbios olfativos são muito comuns na população em geral e podem ter diversas causas.
A neurociência explica que o olfato e a percepção dos cheiros, além de serem fundamentais para a sobrevivência de várias espécies, interagem com nosso cérebro.
Muitos fitoquímicos, como por exemplo os óleos essenciais, têm propriedades bioativas, apresentando efeitos anti-inflamatórios, antivirais, neuroprotetores, entre outros; mas o seu uso vai muito além de suas propriedades bioativas, visto que o olfato e a percepção dos cheiros participam ativamente na construção de memórias.
Estima-se que 7% das pessoas permaneceram com anosmia por mais de 1 ano após a Covid-19 e 3% não recuperaram o olfato. Quando falamos especificamente do público infantil, 1% das crianças de 0 a 9 anos e 10% das crianças e adolescentes entre 10 e 19 anos apresentaram a perda de olfato e paladar como um dos sintomas pós Covid-19. (Fonte: IFF/Fiocruz)
O impacto das disfunções do olfato e paladar na qualidade de vida das pessoas costuma ser subestimado pela comunidade médica e acadêmica, e até mesmo pela sociedade. O comprometimento na capacidade de sentir cheiros e gostos vai muito além de não ter o prazer obtido pelo cheiro do perfume que usa ou o gosto da comida preferida. Pode provocar ansiedade, depressão, distúrbios alimentares, alteração de peso, prejudicar a memória, noção de segurança e pode também estar associado a um risco maior de mortalidade.
Nas crianças o olfato é essencial para o aprendizado e para uma dieta adequada. As memórias olfativas ainda estão em desenvolvimento, o que justifica a dificuldade que muitas vezes a criança tem em relatar a perda/alteração de olfato e paladar aos pais.
Durante a minha prática clínica de aromaterapia tenho ajudado crianças e adultos a reconstruírem essa via neural de forma total ou parcial através do treino para recuperação de olfato e paladar.
A técnica de cheirar os óleos essenciais de forma consciente, em períodos pré-estabelecidos e de forma constante, aliada às propriedades de cada óleo essencial pode trazer benefícios não somente na recuperação do olfato e paladar, mas também no combate e prevenção de quadros virais.
O sucesso do treino está ligado ao quão precoce é iniciado. Quanto mais tempo se passar após a alteração/perda do sentido em questão, mais tempo demandará de treino para recuperá-lo.
É importante ressaltar que esse treino deve ser conduzido por um profissional Aromaterapeuta e que deve ser feita uma entrevista de anamnese, além uma avaliação qualitativa do olfato e posterior preparo de treino individualizado.
A possibilidade de recuperar essa via de comunicação neural através do treino com óleos essenciais devolve ao paciente não somente a sua capacidade de identificar e reagir aos riscos presentes no ambiente, mas também a possibilidade de perceber o ambiente de forma plena e construir suas memórias e experiências de forma saudável.
Não negligencie esse sentido que é tão importante para você e seu filho! Agende uma consulta clicando aqui.
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